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quinta-feira, 10 de maio de 2018

Victor Fasano dá puxão de orelha em acm neto contra o BRT


A atriz Luana Piovani, o ator Erico Brás, Victor Fasano, o cantor Caetano Veloso e o marido de Ivete Sangalo, o nutricionista Daniel Candy, se posicionaram contra ao BRT de Salvador e, fizeram críticas ao prefeito ACM Neto, o marcando nas publicações no Instagram.
As postagens pedem que Neto poupe as mais de 500 árvores que serão cortadas, além de citar que o projeto pode ser realizado de outra maneira. “São tantos acontecimentos, alheio as nossas vidas, que nos causam transtornos e que nos fazem agir, que as vezes canso. E essa agora né? Alô @acmnetooficial tenha respeito a sua cidade, a Mãe Natureza. Mude o BRT de lugar”, escreveu Luana Piovani. O ator Erico Brás chegou a gravar um vídeo sobre o assunto, convocando moradores da capital para um protesto que aconteceu no último domingo (06). “A população não quer mais esse tipo de obra, prefeito! Ouça o que os especialistas e cidadãos conscientes de Salvador têm tentado lhe dizer”, escreveu.
O cantor Caetano chegou a citar sobre um progresso duvidoso para a cidade. “Não se pode aceitar que se cortem árvores centenárias e que se danifique a paisagem urbana de Salvador, por uma opção de progresso duvidoso”, disse em vídeo. O nutricionista Daniel Candy, marido de Ivete, fez uma publicação com ‘ sete motivos para não querermos o BRT’. ”Existem opções mais baratas, com menos impactos ambientais e urbanísticos para melhorar o transporte coletivo”, escreveu no Instagram.


http://varelanoticias.com.br/famosos-se-manifestam-contra-brt-e-criticam-acm-neto-nas-redes-sociais/

Caetano Veloso dá puxão de orelha em acm neto


O BRT DO ACM NETO

RESPOSTA AO PREFEITO
Por Walter Takemoto

Nas últimas semanas tem ocorrido manifestações em Salvador contra o BRT que o prefeito pretende impor à cidade. E várias entidades que se dedicam a pensar a cidade para todos, como o IAB, CAU, acadêmicos e artistas estão se manifestando contra esse projeto que irá representar um atentado contra a paisagem urbana, destruindo mais de 500 árvores, tamponar rios e erguer sobre duas avenidas um elevado de concreto, que irá privilegiar automóveis sob pretexto de de vias exclusivas para o BRT.

Além de utilizar os meios de comunicação, ACM Neto também divulga inverdades por meio das redes sociais.

O último de seus textos tem o nome de "Desmistificando o projeto do BRT".

Vamos responder suas afirmações inverídicas:

1. O BRT NÃO É IGUAL AO ÔNIBUS COMUM

Resposta: No próprio texto do Neto diz que "o BRT é um ônibus articulado de 23 metros". Ora, então é um ônibus, com motor a combustível fóssil, pneus e a diferença é que é articulado! Não deixa de ser um ônibus que irá poluir o ar, provocar poluição sonora.

Diz o Neto que o BRT terá ar condicionado, portas largas, piso rebaixado, com mais conforto e segurança.

Ora, tudo isso o Neto prometeu na licitação das linhas de ônibus e está no contrato que assinou com as empresas, e nada disso cumpriu.

Se ao invés de gastar mais de R$ 800 milhões com o BRT o Neto fizesse o que prometeu na licitação das linhas, de ter ônibus novos, com ar condicionado, suspensão a ar, piso rebaixado e implantar na cidade corredores exclusivos para os ônibus, a população teria transporte de qualidade e com eficiência e eficácia.

Acontece que Neto promete mas não cumpre.

2. O BRT NÃO É UM SISTEMA DE TRANSPORTE ULTRAPASSADO

RESPOSTA: Jaime Lerner, o premiado prefeito de Curitiba que implantou o BRT, considera que já não é mais o modal do futuro como dizia décadas atrás. Tanto que semanas atrás apresentou para a cidade de São Paulo um projeto de VLP, ou veículo leve sobre pneus, que é o VLT sem trilhos.

O BRT de Bogotá, outra cidade que tinha nesse modal um modelo de sucesso, atualmente já apresenta saturação, perda de qualidade e aumento no tempo das viagens, sendo que quase sempre duas estações após a estação inicial já tem lotação completa.

O BRT do Rio de Janeiro aumenta o tempo de viagem constantemente diante dos problemas com a deteriorização das pistas de tráfego.

Diz o Neto que o BRT leva várias vantagens sobre o VLT por ser mais barato, mais rápida a implantação e mais fácil de ser operado.

Mentira!

Vamos comparar o custo do VLT com o do BRT:

Em relação a capacidade de transporte:

- VLT = 575 passageiros 
- BRT = 163 passageiros 
- VLT equivale a 3,5 BRT´s

Em relação a durabilidade:

- VLT = 30 anos (mínimo) 
- BRT = 7,5 anos (média)

Portanto, a mesma frota de VLT  equivale a 4 frotas de BRT´s.

Custo da frota:

- Considerando a mesma frota para 20 km e uma capacidade de transporte de 11.500 passageiros durante 30 anos:

- VLT – custo de 20 veículos de 40 metros: US$ 87 milhões - -- BRT – serão necessários 70,5 veículos para a mesma capacidade durante 7,5 anos. Para o período de 30 anos serão necessários 282 BRT´s. = 282 x 0,6 = US$ 174,84 milhões.

Vantagens operacionais e qualidade:

Condutores:   

- VLT = 20 condutores (máximo) – 1 por veículo 
- BRT = 70.5 condutores – 1 por veículo

 Manutenção da frota:

- A área de garagem para BRT tem custo superior em relação ao VLT.

Operação:

- Nas horas de pico os VLTs poderão ser acoplados com mais unidades, aumentando a capacidade horária de transporte, reduzindo o número de condutores. Os BRTs não permitem o acoplamento.

- O sistema de sinalização do VLT permitirá uma circulação totalmente segura. 

- A velocidade comercial do VLT será superior tendo em vista a segurança de circulação e menor tempo nas paradas (15% em comparação com os 30% do sistema BRT).


Conforto:

- O sistema VLT viaja sobre trilhos e o BRT sobre via normal e, portanto, as viagens no sistema VLT são mais confortáveis e o sistema automático de aceleração e frenagem evita os solavancos.

Esse estudo comparativo foi realizado pela TTrans, considerando um fluxo de 300.000 passageiros/dia e uma via de 20 km, e com base em cidades que possuem esses modais em operação.

As outras questões apresentadas pelo ACM Neto vou responder em outros posts para não alongar demais o texto.

Mas Neto mente descaradamente!

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Oxente


Não entendi


Não tenho carro



O BRT SALVADOR sem os R$ 55 milhões do marketing da Prefeitura de Salvador



Quem vai querer ser vizinho de um monte de viaduto, com muito barulho, poluição e engarrafamento? 
Vai sobrar imóvel vazio no Candeal e em Cidade Jardim.


Construir viadutos para carros? Quanto o viaduto terminar no Shopping da Bahia encontrará o engarrafamento, resultado: o engarrafamento seguirá sobre o viaduto e embaixo dele. Pense nisso!!!

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Ex-prefeito conta por que Londrina desistiu de BRT e alerta ACM Neto



Salvador vive uma grande polêmica desde o anúncio da implantação do BRT (Bus Rapid Transit) pelo prefeito ACM Neto (DEM). Isso porque além de ser um projeto caro, orçado em mais de R$ 800 milhões, cerca de 500 árvores terão que ser derrubadas.
Em 2015, Londrina, segunda maior cidade do Paraná, viveu um drama semelhante. Na época, o então prefeito, Alexandre Kireeff, decidiu cancelar o projeto de BRT para instalar o chamado BHLS (Bus With High Level of Service), já utilizado em alguns países da Europa.
Alexandre contou ao bahia.ba o que o fez pensar em um novo modelo para melhorar a mobilidade de Londrina. Na época, ele contou com o auxílio gratuito da ONG WRI, criada pelo ex-prefeito de Nova York, o bilionário Michael Bloomberg.
Segundo ele, para ser implantado o BRT, Londrina precisaria passar por obras profundas, o que poderia acabar encarecendo o projeto e, consequentemente, ocasionando o aumento da passagem de ônibus.
O BHLS de Londrina deve ficar pronto em 2019, de acordo com o ex-prefeito, mas atualmente já existem algumas vias exclusivas e 200 pontos já foram implantados. Os viadutos previstos inicialmente já estão em fase de licitação.
“O novo sistema também tem vias exclusivas, mas necessita de muito menos investimento e não tem chance de encarecer a tarifa”, explicou. “Os ônibus que já estão circulando são veículos com ar condicionado, automáticos, com motorização traseira, WI-FI, suspensão a ar, ou seja, um veículo muito mais confortável”.
Questionado sobre se tem alguma recomendação ao prefeito ACM Neto, pressionado a repensar o projeto, Alexandre Kireeff sugeriu cautela.
“Ele tem que ser cauteloso, procurar outras alternativas. Evidente que a realidade de Salvador não é a mesma de Londrina, mas essa busca pela otimização no uso de recursos públicos, de mobilidade, pode ser algo a ser considerado. Nós encontramos nesta ONG, uma ajuda muito grande, inclusive de graça. Não houve custo a consultoria”, completou.

Fonte: http://bahia.ba/politica/ex-prefeito-conta-por-que-londrina-desistiu-de-brt-e-alerta-acm-neto/  

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Conquista do poder

O projeto do BRT de Salvador não é um projeto para a melhoria da mobilidade urbana. É um projeto de conquista de poder. E poder para quem? Poder para as empresas de ônibus, para a imagem de um prefeito que quer dizer que fez algo grande para a cidade, e para os carros particulares.
Aí algumas pessoas entram em parafuso e dizem: não entendi nada. Eu pensava que isso era para melhorar o caótico trânsito da cidade. 
Eu te explicarei. É conquista de poder para as empresas de ônibus porque dificulta o crescimento do transporte sobre trilhos (Metrô, VLT), mesmo que seja daqui a quinze ou vinte anos. Cria-se o BRT Lapa Iguatemi, mesmo sabendo que a demanda entre a Lapa e o Parque da Cidade não arca com o custo do investimento, mas marca-se território. Já entre a Pituba e o Iguatemi há muita demanda, aí se cria uma estrutura gigantesca que para usar os trilhos no futuro haveria a necessidade de destruir tudo o que o BRT quer construir. Como dificilmente isso iria ocorrer, esqueça o transporte sobre trilhos para a Pituba. 
Quanto à estrutura de poder para os carros particulares, pense em quantas pessoas influentes são donas de postos de gasolina, de estacionamentos, e de concessionárias de venda de automóveis. Pense em quanto que a Prefeitura de Salvador arrecada com a indústria das multas. Você acha que estas pessoas estariam interessadas que o(a) soteropolitano(a) usasse transporte de qualidade como o Metrô, o VLT, o ônibus, a bicicleta, a calçada, o plano inclinado, e a passarela? Não! Eles querem que continuemos apaixonadxs por andar de carro. Agora em uma reflexão mais profunda: você lembra do presente que você comprou pra o aniversário daquela criancinha do sexo masculino? Foi um carrinho? Sério? Pois bem, lamentavelmente você o estimulou que inconscientemente ele seja apaixonado por carro. Quer saber de algo mais profundo: a indústria automobilística presenteia projetos urbanísticos para as prefeituras com o intuito de garantir o espaço para os carros e patrocina filmes infantis para a criação de uma cultura de amor aos carros.

domingo, 29 de abril de 2018

O VLT do Subúrbio e o BRT da Prefeitura de Salvador



Veja a maravilha que é o VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos), projeto tocado pelo Governo do Estado da Bahia para a substituição do trem do subúrbio, ligando na primeira etapa Paripe ao bairro do Comércio, e em etapas posteriores do Comércio à Estação da Lapa, passando pela Barroquinha, e de Paripe para as cidades da Região Metropolitana de Salvador.

O custo estimado para a primeira etapa (Paripe - Comércio) é de R$ 1,5 bilhão, já com os trens incluídos neste valor. 

O que não dá para entender é como a Prefeitura de Salvador quer construir o BRT mais caro do Brasil (estima-se em R$ 1 bilhão, sem o custo dos ônibus) para oferecer uma solução de transporte ultrapassada - segundo grandes profissionais em urbanismo - enchendo a cidade de viadutos para carros particulares, derrubando 579 árvores e matando dois rios.  

sábado, 28 de abril de 2018

BRT


Mensagem para grupo do whatsapp

Tenho uma informação que aparentemente nada está relacionado com este grupo, mas no final vocês verão que existe a relação. Afinal, utilizamos dos mesmos espaços públicos da Cidade.
A Prefeitura de Salvador tem o projeto do BRT na região da Av. ACM e Juracy Magalhães Jr. com o propósito de garantir um espaço privilegiado para as empresas de ônibus e impedir que, em um futuro, os trilhos (metrô, vlt) cheguem à Pituba. Neste projeto, 579  árvores devem ser derrubadas e dois Rios tampados. O projeto alternativo BHLS,  não causaria estes danos e custaria entre 10 e 30% do valor do BRT. Fizemos uma primeira manifestação no domingo passado, dia 22/04, e haverá outra no próximo domingo, dia 29/04. Mas a população não sabe do que se trata, pensa que é uma nova Praça e a Prefeitura mente descaradamente negando até mesmo o Relatório de Impactos Ambientais que cita as 579 árvores a serem derrubadas. Assim, decidimos (diversos grupos da sociedade civil) que precisamos ocupar o canteiro central da Av. Juracy Magalhães Jr., em frente ao Hospital Aliança, no próximo domingo, às 9h da manhã, com arte para difundir a informação verdadeira e conscientizar a população.  Precisamos de artistas, músicxs, bandas, dançarinxs, poetas etc, qualquer pessoa que leve a arte e que possa atrair as pessoas para o local. Como sei que neste grupo tem artistas diversos, aguardamos sua mobilização e presença, veja mais informações em: salvadorsobretrilhos.blogspot.com , abraço.


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